que horas são?
Ardida, sentida, em carne viva com sal
o peito chorando pelo silêncio
ambas as mãos escrevem a dor que restinga por dentro
Que horas são?
15:25 de primavera e ainda estou sem conseguir ler o livro perdido de mim mesma
para onde foram as incredulidades, as ânsias e vestígios de sombra?
Que horas são?
15:26 de primavera e ainda não sei dizer para que lado seguir, por isso perpetuo meu esconderijo disfarçado de cuidado
Mas que horas são?
15:27 de primavera e ainda estou aqui, deitada de peito salgado, morto e frio... não! quente, aquecido, acanhado por vezes ainda a renunciar a própria felicidade e escolhas
e me perguntas que horas então serão um dia, diante da dilacerada permissão do não a que me aceito cumprir?
são muitas as horas escorregadias e interesses intrusos.
quero ser luz, voar e plainar sem derreter ou me molhar
não mais ícaros, não mais cisnes que não voam, não mais... não mais,
o peito chorando pelo silêncio
ambas as mãos escrevem a dor que restinga por dentro
Que horas são?
15:25 de primavera e ainda estou sem conseguir ler o livro perdido de mim mesma
para onde foram as incredulidades, as ânsias e vestígios de sombra?
Que horas são?
15:26 de primavera e ainda não sei dizer para que lado seguir, por isso perpetuo meu esconderijo disfarçado de cuidado
Mas que horas são?
15:27 de primavera e ainda estou aqui, deitada de peito salgado, morto e frio... não! quente, aquecido, acanhado por vezes ainda a renunciar a própria felicidade e escolhas
e me perguntas que horas então serão um dia, diante da dilacerada permissão do não a que me aceito cumprir?
são muitas as horas escorregadias e interesses intrusos.
quero ser luz, voar e plainar sem derreter ou me molhar
não mais ícaros, não mais cisnes que não voam, não mais... não mais,

