River

Quero quebrar em pedaços as suas pernas, porque não preciso mais que me sustentes.
toda a sua força precisa esvair, ir-se sem demora, para que eu erga em teu lugar outra forma de me ver, me possuir e regenerar.
Cala-te não tens mais poder de decisão aqui dentro.

cada repulsa exige de mim invenções frágeis de segurança
cada situação que me assalte as emoções são peçonhenta e visgosa lembrança do abandono.

Não importo mais com o que guarde, só quero fluir, reviver e pertencer ao céu.
Quero mais, quero estar mais além disso, mais fortalecida e viva.

Já estou no devir da consciência acesa

cada lagrima sua o suor das perdas, dos controles e da estadia breve de solidão amarga
cada beijos esquecido denuncia a ausência das verdadeiras decisões
cada pedacinho quebrado meu, estilhaçou a imagem da Venus assumida em mim, quebrada por não poder fazer mais que poderia.
as minhas perdas, os meus pedaços, os meus sonhos, o meu agora,.
reflexão, refrações, desilusão vil, pueril e tenebrosamente somente meu

quero agora desavisar o aviso de quem presta atenção no futuro, e no passado silencioso.
afinal nossos mortes só possui um tempo, o passado.

como conviver com isso? perdi a conta de como me questionei, e vão, la no fundo se seria possivel viver de saudade e de ausência. não tive resposta muito menos uma pausa
todos se foram, tudo pereceu e eu permaneci.
que faço agora, anjo?

e ele me respondeu: embrulhe-se e dê-se a alguém esquecido de vida, e crie.

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