José Martí e yo
Cá estou eu novamente; criando conversas possíveis, factíveis e momentos que certamente continuam a acontecer a cada pagina que que leio desse monstro da literatura cubana. Sim estou tomando um chazinho matinal com Martí e me deparo com isso:
"Só aos deficientes faltará a coragem. Os que não acreditam em sua terra são homens deficientes. Por lhes faltar a coragem, negam-na aos outros.
(...) Como poderão sair das universidades os governantes, se não há universidades na América onde se ensine o rudimentar da arte de governo, que não é mais do que a análise dos elementos peculiares dos povos da América? Os jovens saem pelo mundo adivinhando as coisas com óculos ianques ou franceses, e pretendem dirigir um povo que não conhecem.
(...) Conhecer é resolver. Conhecer o país, e governá-lo conforme o conhecimento, é o único modo de livrá-lo de tiranias.
(...) Apareceu o ódio e os países pioraram a cada ano. Cansados do ódio inútil, da resistência do livro contra a lança, da razão contra os círios, da cidade contra o campo; do império impossível das castas urbanas divididas sobre a nação natural, tempestuosa ou inerte, começa-se, inconscientemente, a experimentar o amor.
(...) Os jovens da América arregaçam as mangas, põem as mãos na massa e a fazem crescer com a levedura de seu suor. Entendem que se imita demais e que a salvação é criar. Criar é a palavra-chave desta geração.
(...)Os povos devem viver criticando-se, porque a crítica é a saúde; mas com um só peito e uma só mente. Descer até os infelizes e levantá-los nos braços! Com o fogo do coração, degelar a América coagulada! "
eu amo esse homem. fim.

