Sirius - Canis Majoris (CMa)
A constelação Cão Maior abrange parte da mancha visível da Via-Láctea, tendo um grande número de estrelas visíveis.
Entre tantas belezas que se escondem em nosso céu, uma delas é a estrela mais brilhante, Sirius.
É uma das minhas constelações preferidas pela sua beleza em Sirius e também a variedade de cores nas estrelas e também pelos aglomerados que se escondem nela.
Os antigos egípcios tinham um grande respeito por Sirius.
Depois de estar perto do Sol durante uns meses, a estrela começa a nascer antes do amanhecer nos finais do Verão, acontecimento conhecido como saída helíaca e que anuncia a inundação anual do vale do Nilo, quando as águas fertilizam os campos com os seus sedimentos.
Era um acontecimento tão importante, que marcava o início do seu ano.
"..Se erguemos os nossos olhos para o infinito
dos céus, lá veremos inumeráveis luzes disseminadas... Astros radiosos, sóis
flamejantes seguidos de seus cortejos de planetas rodopiam aos milhões nas
profundezas.
Até às mais afastadas regiões, grupos estelares desdobram-se
como esteiras luminosas.
Em vão, o telescópio sonda os céus, em parte
alguma do Universo encontra limites;
Sempre mundos sucedendo a mundos, e
sóis, a sóis; sempre legiões de astros multiplicando-se, a ponto de se
confundirem em poeira brilhante nos abismos infindáveis do espaço.
Quais as expressões humanas que vos poderiam descrever os
maravilhosos diamantes do escrinio celeste?
Sirius,
vinte vezes maior que o
nosso Sol, e este, a seu turno, equivalendo a mais de um milhão de globos terrestres
reunidos;
Aldebaran, Vega, Prócion, sóis rosados, azuis, escarlates,
astros de opala e de safira, sóis que derramais pela extensão os vossos raios
multicores, raios que, apesar de uma velocidade de setenta mil léguas por
segundo, a nós só chegam depois de centenas e de milhares de anos!
E vós,
nebulosas longínquas, que produzis sóis, Universos em formação, cintilantes
estrelas, apenas perceptiveis, que sois focos gigantescos de calor, luz,
eletricidade e vida, mundos brilhantes, esferas imensas, e vós, povos
inumeráveis, raças, humanidades siderais que os habitais! Nossa fraca voz tenta, em vão, proclamar a vossa majestade, o vosso esplendor; impotente, ela
se cala, enquanto nosso olhar fascinado contempla o desfilar dos astros!" (Léon Denis)



